segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Dia dos Enamorados.

Tenho ouvido muitas pessoas falarem sobre o fatídico dia dos Namorados. Fico pensando no que realmente se encerra esse compromisso.

Culturalmente fomos cativados a um ideal Romântico que deposita nossas vidas em função de outra pessoa, suplicando incessantemente por socorro, por respaldo, por respostas as quais você mesmo não é capaz de encontrar.

O místico que envolve o amor pode ser descoberto por vários prismas. Não é possível descrevê-lo, pois ele se apresenta de maneira singular e ao mesmo tempo múltipla. Essa multiplicidade se apresenta várias vezes em nossas vidas, pois cada pessoa ou situação desperta em nós uma face puramente verdadeira, tão somente diferente que assume esta personagem a cada limite e cada medida imposta pela intimidade adquirida na convivência.
Ser múltiplo não estabelece nenhuma relação em não ser verdadeiro, é justamente o contrário é ser o mais transparente o possível no discernimento das fronteiras que se pode ultrapassar com cada pessoa.

É nesse discernimento que se constrói o afeto de qualquer natureza, pois não é possível cativar qualquer pessoa a não ser que você a conheça. E conhecê-la não descreve simplesmente marcar datas e nomes que possam ser relevantes e sim saber que ela sabe sorrir com os olhos quando o sol bate, ou até mesmo saber que ela possa enxergar vestidos em nuvens.

Um pequeno príncipe um dia me disse que pessoas grandes só enxergam números. Sejamos pequenos por um instante e saibamos entender as necessidades do outro a partir do momento em que compreendemos nossas próprias.

A construção de suas próprias convicções nos ajuda a apalpar todas as fragilidades do outro que se coloca diante de nós num pedido de socorro. Numa vontade insaciável de ser amado, por alguém que encontre a relatividade desse amor que se modifica as necessidades do mundo.

É por isso que concluo dizendo que o amor é algo que deve agregar e não subtrair.

Pessoas que são capazes de manter o mínimo de importância em suas vidas e que se façam eternizar pelo simples fato de existir merecem atenção.

O amor se representa em momento de tamanha fugacidade que merecem ser eternizados por conta de sua significância, pelo simples fato de tanto construir em ser humano, como se tivesse existido por toda a vida.

Não selem compromissos, não marquem datas e horários, não banalizem um sentimento feito para ser contemplado e apreciado em alguns momentos. Datas, rotinas, regras estragam tudo. O amor foi feito para acontecer sem motivo.

domingo, 30 de maio de 2010

Início

Na verdade para um primeiro post serei muito genérica, amadora. Na verdade eu sou amadora. Amo tudo a minha volta, menos aquilo que deveria.

A questão que têm me acometido ultimamente é a seguinte.
Por quê? Para que? Ou talvez por quem?

Existem momentos em que tudo que fazemos começa a se diluir em críticas e represálias e não somos capazes de compreender a qualidade das competências que nos são apontadas.
Faço tudo àquilo que creio me construir em meus momentos mais escondidos e mesmo assim existem cantos em que estes se observam vazios, e o rumo se perde, as certezas se esvaem e as ideias se esfarelam.

Tudo aquilo que acreditamos passa a ser modificado por projeções sociais que nos condicionam a ser aquilo que querem que sejamos, e não o que realmente nos inspiramos a ser. Retornar e reconstruir nossas certezas é muito difícil, pois o que leva a concepção de uma certeza são milhares de questões que acreditamos ser relevantes e repensá-las leva tempo. Gostaria de pontuar aqui coisas que talvez nos inspirem uma maneira de pensar.

Um ser humano que possui estabilidade profissional, pessoal e acadêmica é feliz.
Encontra em tudo que ama o ideal de felicidade.
A felicidade é algo fácil de encontrar, pois está nos pequenos momentos da vida em que amamos as pessoas e encontramos nelas a nossa razão de viver.
ERRADO.
A felicidade é algo muito relativo, e a abordarei posteriormente. Não é o momento.
O ser humano descrito acima não vive, apenas sobrevive às circunstâncias as quais está relacionado. Vive uma ilusão viciosa, que jamais deixará de consumi-lo enquanto este não for apresentado a verdade, que em sua essência se faz muito relativa também.
O ato de pensar então se torna insensato. Analisar situações e proclamar conclusões pode trazer conseqüências que nem sempre são boas.
E isto incomoda, e este incômodo gera a inércia permanente daquele que prefere e escolhe viver omisso as todas as questões relativistas e existencialistas com as quais convive.

Allice _Clein

Olá, aqui começo a descrever uma história um tanto quanto interessante, e sem fim.